domingo, 29 de junho de 2008

Faz tempo que não escrevo nada. Não tenho tido muita vontade, confesso. Hoje me senti só e resolvi quebrar o silêncio, embora ainda continuo sem ter muito o que falar. Aconteceram algumas coisas boas, outras nem tanto, que teriam me feito escrever por um longo tempo. Há alguns dias atrás tive uma maravilhosa tarde de amor, foi muito bom, intenso demais. Sempre que saio de sua presença, tenho a sensação que será difícil demais pra mim os próximos dias. Nas primeiras horas até é, mas depois tudo volta a ser como antes. É assim pra ele, tem que ser assim pra mim também. Penso tanta coisa! Penso em como seria se fôssemos livres e desimpedidos. Penso também que, de qualquer forma, não fomos feitos um para o outro e em tempo algum poderíamos ser um do outro. Sabe, isso me conforta um pouco. Assim jamais vou alimentar coisa alguma. Mas uma coisa é certa: Feitos um para o outro ou não, temos o encaixe perfeito. Ele é maravilhoso demais...o toque, o cheiro, quando pinga de suor em cima de mim. Delicioso! Simplesmente...delicioso!

domingo, 15 de junho de 2008

Parece até conto de fadas
Mas assim aconteceu
Éramos dois apaixonados
Julieta e Romeu

Naquela noite encantada
Pedi pra lua dos amantes
Que iluminasse essa hora
Pra esse amor eternizar

Mas num passe de mágica
Você desapareceu
Um eclipse maldito
O encanto se perdeu

E o meu coração partido
Foi sofrendo e foi sofrendo
Tentando te encontrar na madrugada
Fria madrugada

A lua me traiu
Acreditei que era pra valer
A lua me traiu
Fiquei sozinha e louca por você

Ah, ah, ah, ah
Não consigo te esquecer
Ah, ah, ah, ah
Apaixonada por você

sábado, 14 de junho de 2008

Uma lágrima rolou. Rolou e eu não pude evitar. Rolou sem ninguém a notar. Não quero mais pensar em nada...vou levar tudo numa boa. Quero que Deus me ajude e não me permita mais chorar. Esse momento não vale minha lágrima. Amanhã vou sair, vou à praia. Aproveitar este sol, sentir os raios na minha pele, sentir o frescor da brisa do mar. Vou esquecer. Tenho certeza que sim. As ondas virão, levarão a tristeza e nada será com antes.

Música do dia: Como uma onda no mar (Lulu Santos)

Nada do que foi será
De novo do jeito que já foi um dia
Tudo passa
Tudo sempre passará
A vida vem em ondas
Como um mar
Num indo e vindo infinito

Tudo que se vê não é
Igual ao que a gente viu a um segundo
Tudo muda o tempo todo
No mundo

Não adianta fugir
Nem mentir pra si mesmo agora
Há tanta vida lá fora
Aqui dentro sempre
Como uma onda no mar


sexta-feira, 13 de junho de 2008

Hoje não estou nada inspirada. Tô chateada, mas vou tentar continuar de onde parei. Ou melhor, não vou continuar não...vou falar o que se passa no momento. Outro dia pode ser que eu continue do ponto inicial.

Estou muito chateada, com raiva, acho que não conseguirei escrever nada atrativo. Só quando estou apaixonada escrevo um pouco melhor. Hoje não estou apaixonada por ninguém. Os homens me irritam, todos eles. Ultimamente estou muito inconstante. Tento viver sempre o hoje, o momento. Não sei como estarei daqui a algum tempo, só sei que agora estou chateada, estou triste. Os motivos não são importantes, não agora. Me deixe falar nada com nada. Hoje eu só preciso usar palavras desconexas, isso costuma me acalmar. Sempre foi assim. Lembro-me da minha infância. Quando eu queria chorar, gritar e não podia.Costumava escrever, rabiscar palavras sem sentido para quem as quisesse entender, mas para mim, tais palavras, tinham um grande significado. Era minha fuga. Era a forma que eu encontrava para gritar sem deixar ninguém me ouvir. Eu me sentava em algum canto, com um caderno nas mãos, escrevia e chorava. Hoje eu não choro mais, pelo menos tenho tentado não fazê-lo. Só não sei se o fato de não chorar faz de mim uma pessoa mais forte. Preciso acreditar que sim.
Hoje não quero falar de você. Hoje eu nem quero falar com você. Hoje eu quero dormir e esquecer. Estou tentando fazer isso, estou mesmo. Mas até no sonho você me vem.

Música do dia: Pra rua me levar (Ana Carolina)

"NÃO VOU VIVER

COMO ALGUÉM QUE SÓ ESPERA UM NOVO AMOR
HÁ OUTRAS COISAS NO CAMINHO ONDE EU VOU
'AS VEZES ANDO SÓ TROCANDO PASSOS COM A SOLIDÃO
MOMENTOS QUE SÃO MEUS E QUE NÃO ABRO MÃO

JÁ SEI OLHAR O RIO POR ONDE A VIDA PASSA
SEM ME PRECIPITAR E NEM PERDER A HORA
ESCUTO NO SILÊNCIO QUE HÁ EM MIM E BASTA
OUTRO TEMPO COMEÇOU PRA MIM AGORA

VOU DEIXAR A RUA ME LEVAR
VER A CIDADE SE ACENDER
A LUA VAI BANHAR ESSE LUGAR
E EU VOU LEMBRAR VOCÊ

É, MAS TENHO MUITA COISA PRA ARRUMAR
PROMESSAS QUE ME FIZ E QUE AINDA NÃO CUMPRI
PALAVRAS ME AGUARDAM O TEMPO EXATO PRA FALAR
COISAS MINHAS TALVEZ VOCÊ NEM QUEIRA OUVIR"



quinta-feira, 12 de junho de 2008

Usarei codinomes quando tiver que fazer referências à pessoas que tiverem que ser mencionadas... Começarei a história mais ou menos pela metade, vou me ater aos fatos correntes. Imaginem uma vida pacata em que tudo parece um lago e sabemos que um lago é calmo. Pois é, está era minha vida. Nada acontecia. Nada parecia que aconteceria...marido, filho, casa, trabalho...trabalho, casa, filho, marido. Quando eu já estava entregue a mesmice do meu dia-a-dia, eis que ele me surge. Destino? Não. Não acredito nisso. Acaso, talvez. O fato é que não pude imaginar, jamais me passou pela mente que algo assim pudesse me acontecer. Num lugar onde eu teria que cumprir horas para contar no meu estágio da faculdade, aquele homem com semblante sério, com um ar de quem está alheio ao que se passa ao seu redor, nada mais era do que o cara no qual eu deveria acompanhar para cumprir meu horário. Eu teria que ser a sombra dele e eu gostei disso, gostei muito do que vi. Fui pra casa pensativa, afinal, ele mexeu comigo.
Dia seguinte me arrumei mais, arrumei meus cabelos de forma diferente, passei batom como quem sente um beijo, me olhei no espelho como quem vê uma bela foto. Eu estava diferente, acho que pressenti que algo estava para acontecer. Estava ansiosa para vê-lo de novo. Ele estava lá, lindo, dando aula, mas que decepção. Não me reconheceu...pior...me confundiu com uma de suas alunas. Me chateei e pensei: Será que eu estou mais feia do que ontem ou mais bonita? Por que não é possível que não tenha me reconhecido.Epa, peraí...que diferença isso faz pra mim? Eu sou casada...CASADA. Saí dos meus pensamentos, voltei à Terra. Estava ali de novo, naquela sala de aula. Após o término, conversamos um pouco, rimos também. Ele pediu meu telefone, com uma desculpa meio esfarrapada e me ofereceu carona. Naquele momento senti que também me queria. O desejo parecia ser recíproco. No carro...não me lembro do que falávamos. Só me recordo de que eu queria que a rápida viagem fosse mais longa. Quando nos despedimos com um mero "tchau", lembrei-me que só o veria novamente dali há uma semana. Essa semana foi a mais longa que já vi passar. Ai, quero chegar logo nos "finalmente", mas tá demorando...enfim...uma semana depois...nos vimos e mais uma vez tivemos uma despedida fria. É óbvio, não poderia ser diferente. Chegando em casa não me conformei, aquele homem mexeu comigo. Deitada em minha cama, com meu marido a poucos centímetros de mim, lhe enviei uma mensagem convidando-o para sair. Ele me retornou no dia seguinte pela manhã. Marcamos. Saímos. Rolou. Rolou tudo. Foi a entrega mais rápida da minha vida. Entrega total. Foi intenso!