quinta-feira, 12 de junho de 2008

Usarei codinomes quando tiver que fazer referências à pessoas que tiverem que ser mencionadas... Começarei a história mais ou menos pela metade, vou me ater aos fatos correntes. Imaginem uma vida pacata em que tudo parece um lago e sabemos que um lago é calmo. Pois é, está era minha vida. Nada acontecia. Nada parecia que aconteceria...marido, filho, casa, trabalho...trabalho, casa, filho, marido. Quando eu já estava entregue a mesmice do meu dia-a-dia, eis que ele me surge. Destino? Não. Não acredito nisso. Acaso, talvez. O fato é que não pude imaginar, jamais me passou pela mente que algo assim pudesse me acontecer. Num lugar onde eu teria que cumprir horas para contar no meu estágio da faculdade, aquele homem com semblante sério, com um ar de quem está alheio ao que se passa ao seu redor, nada mais era do que o cara no qual eu deveria acompanhar para cumprir meu horário. Eu teria que ser a sombra dele e eu gostei disso, gostei muito do que vi. Fui pra casa pensativa, afinal, ele mexeu comigo.
Dia seguinte me arrumei mais, arrumei meus cabelos de forma diferente, passei batom como quem sente um beijo, me olhei no espelho como quem vê uma bela foto. Eu estava diferente, acho que pressenti que algo estava para acontecer. Estava ansiosa para vê-lo de novo. Ele estava lá, lindo, dando aula, mas que decepção. Não me reconheceu...pior...me confundiu com uma de suas alunas. Me chateei e pensei: Será que eu estou mais feia do que ontem ou mais bonita? Por que não é possível que não tenha me reconhecido.Epa, peraí...que diferença isso faz pra mim? Eu sou casada...CASADA. Saí dos meus pensamentos, voltei à Terra. Estava ali de novo, naquela sala de aula. Após o término, conversamos um pouco, rimos também. Ele pediu meu telefone, com uma desculpa meio esfarrapada e me ofereceu carona. Naquele momento senti que também me queria. O desejo parecia ser recíproco. No carro...não me lembro do que falávamos. Só me recordo de que eu queria que a rápida viagem fosse mais longa. Quando nos despedimos com um mero "tchau", lembrei-me que só o veria novamente dali há uma semana. Essa semana foi a mais longa que já vi passar. Ai, quero chegar logo nos "finalmente", mas tá demorando...enfim...uma semana depois...nos vimos e mais uma vez tivemos uma despedida fria. É óbvio, não poderia ser diferente. Chegando em casa não me conformei, aquele homem mexeu comigo. Deitada em minha cama, com meu marido a poucos centímetros de mim, lhe enviei uma mensagem convidando-o para sair. Ele me retornou no dia seguinte pela manhã. Marcamos. Saímos. Rolou. Rolou tudo. Foi a entrega mais rápida da minha vida. Entrega total. Foi intenso!


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